terça-feira, 31 de março de 2009

O Mundo que Não É

Insatisfação total e absoluta! Boas palavras para começar uma análise do mercado nacional masculino. O dito "homem perfeito" só é encontrado em contos de fadas e mesmo assim naqueles romantizados pela Disney (que por sinal é uma 'máquina' de fazer sonhos). Pois até mesmo na origem desses contos o conceito de 'princípe encantado' cai por terra, o princípe está mais para sapo (opa... olha o Shrek aí, será que ele é o modelo?).

Prossigamos na nossa análise... Acredito que aqueles homens interessantes, românticos e gentis idealizado por boa parte da população feminina (não balance sua cabeça negativamente, porque lá no fundo, bem no fundo, você mulher tem esse desejo) entrou em sintonia com a atual crise financeira mundial. Aí começam a surgir algumas perguntas do tipo: "Onde eles estão?", "O que andam fazendo?", "Onde se escondem?", ou "Será que entraram em extinção?". Acredito que devemos nos ater a essa última pergunta. Melhor, vamos reformulá-la: "De que maneira estes homens estão entrando em extinção?". Do meu ponto de vista, é uma extinção misturada com tranformação. Não estou aqui isentando a mulher de sua parcela de culpa. Sim, elas estão muito mais atreladas a isso do que podem imaginar.

"Dois pesos, duas medidas". É um círculo vicioso, pois a mulher se sujeitando ao pouco que lhe é oferecido (e leia-se aqui, qualquer tipo de tratamento) pelo homem está dando espaço para que este mesmo homem a veja como um "bem de consumo perecível e de curta duração" ou, pior ainda, como algo descartável.

A mulher, para dizer que tem um homem (de preferência a comendo) se sujeita a qualquer coisa sem fazer nenhuma filtragem. O resultado disso? O óbvio, o homem se achando o todo-poderoso faz o que quer com a mulher a colocando não mais na categoria de 'ser humano' e sim na de 'objeto'. Assim, a mulher cria o "monstro", e é esse mesmo "monstro" que ela critica por não lhe dar o devido valor. Esse por sua vez aproveita o que lhe é oferecido sem se questionar a qualidade do "produto" que está levando, mesmo quando essa 'qualidade' deve ser exigida (de ambos os lados).

Gente, afinal de contas um relacionamento é (ou ao menos deveria ser) uma via de mão dupla.

1 comentários:

Anita Baker disse...

Nossa... essa da "Mulher cria o Monstro" foi a melhor... puríssima verdade!!! rs

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